A possível contratação milionária para aquisição de material gráfico pela Prefeitura de Boa Vista do Gurupi gerou forte indignação entre moradores do município.
A gestão da prefeita Dilcilene Oliveiraautorizou um processo que prevê quase R$ 1 milhão em gastos com itens como folders, banners, panfletos, cartazes e impressos diversos — um valor considerado exagerado pela população, sobretudo diante dos atuais problemas enfrentados pela cidade.

Enquanto o processo licitatório avança, serviços essenciais sofrem com falta de estrutura. Moradores relatam postos de saúde sem medicamentos, unidades com equipe e infraestrutura insuficientes, além de ruas abandonadas e outros setores da administração pública em situação precária.
A discrepância entre o gasto previsto e as necessidades básicas não atendidas acendeu um alerta entre os moradores. Nos bairros, é comum ouvir questionamentos sobre as prioridades da gestão municipal:

“Como falta dinheiro para a saúde, mas sobra para papel?”
Além do valor elevado, o processo levantou suspeitas de possíveis irregularidades ou direcionamento na licitação. A população teme que o contrato possa abrir brecha para práticas como notas frias — quando empresas recebem recursos públicos sem entregar o material ou prestarem o serviço contratado.
Casos semelhantes já ocorreram em outros municípios maranhenses, o que intensifica a preocupação e reforça o pedido por fiscalização rigorosa.
Diante do cenário, cresce o apelo para que o Ministério Público do Maranhão acompanhe e investigue o processo de perto. Para os moradores, a transparência é fundamental para evitar possíveis prejuízos aos cofres públicos.
“O dinheiro público deve servir ao cidadão, não a contratos suspeitos”, reclamou um morador durante manifestação em redes sociais.
A população cobra prioridade, respeito e clareza nos gastos do município. Em meio a tantas carências, dizem os moradores, a cidade precisa de investimentos reais em serviços básicos, e não despesas que soam como desperdício ou tentativa de autopromoção da gestão.








