A forte chuva que caiu sobre São Luís nesta quarta-feira (06) não alagou apenas ruas e avenidas da capital maranhense.
Para muitos moradores, o temporal também levou embora o discurso de eficiência administrativa vendido pelo ex-prefeito e atual pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide.
Nos últimos anos, Braide transformou obras de drenagem, asfaltamento e infraestrutura em peças de propaganda política. Vídeos, campanhas e discursos tentavam vender a imagem de uma “nova São Luís”, preparada e estruturada para servir de modelo ao restante do estado. Mas bastou uma chuva mais intensa para a realidade aparecer diante dos olhos da população.
A capital voltou a registrar cenas já conhecidas pelos ludovicenses: avenidas completamente alagadas, bairros isolados, trânsito travado e moradores enfrentando prejuízos. Obras anunciadas como soluções milionárias simplesmente não resistiram. A sensação nas ruas foi de revolta e frustração.
O que chama atenção é que Braide vinha usando justamente essas obras como principal vitrine de sua pré-campanha ao Governo do Maranhão. A narrativa construída era clara: se conseguiu transformar São Luís, poderia fazer o mesmo no estado inteiro. Porém, a chuva desta terça-feira expôs aquilo que adversários políticos já vinham alertando há tempos — muita propaganda e pouco resultado efetivo.
Nas redes sociais, vídeos dos alagamentos viralizaram rapidamente e geraram uma enxurrada de críticas contra o ex-prefeito. Para muitos moradores, ficou evidente que parte das intervenções apresentadas pela gestão não resolveu os problemas históricos da cidade, apenas maquiou situações para alimentar marketing político.
O dia 06 de maio entra para a política maranhense como a data em que a principal vitrine de Eduardo Braide sofreu um duro choque de realidade. A chuva revelou que por trás das peças publicitárias e dos discursos prontos, São Luís continua padecendo dos mesmos problemas estruturais que há anos castigam a população.
E no meio da água acumulada pelas ruas da capital, uma pergunta começou a ecoar ainda mais forte: se não conseguiu resolver os problemas de São Luís, como pretende governar todo o Maranhão?









