Bastidores do Judiciário maranhense movimentam-se em silêncio. E o silêncio, desta vez, tem nome, sobrenome — e um parentesco incômodo.
A reportagem teve acesso, com exclusividade, a informações que circulam nos corredores da Justiça e que prometem abalar o cenário político às vésperas das eleições. Um mandado de prisão civil estaria prestes a ser expedido — e o alvo não é um devedor qualquer.
Trata-se, segundo apurou a redação, de sobrinho de um deputado federal atualmente em campanha pela reeleição. O motivo: dívida de pensão alimentícia. O detalhe que transforma o caso em bomba de efeito retardado é o valor. Não são alguns meses em atraso. Não são alguns milhares de reais. A cifra, confirmada por fontes fidedignas, ultrapassa a marca dos **R$ 200 mil**.
Duzentos mil reais devidos a quem a lei considera credor prioritário: um alimentando que, enquanto a campanha eleitoral distribui sorrisos e promessas, aguarda aquilo que lhe é devido por decisão judicial.
Nos bastidores, a pergunta que ninguém faz em voz alta: o parlamentar sabia? E, sabendo, o que fez?
Por ora, os autos correm sob segredo de justiça, como determina a lei para casos de família. Mas o mandado, uma vez cumprido, não terá como permanecer invisível. Prisão civil por alimentos é cumprida em regime fechado, e nem sobrenomes influentes suspendem seus efeitos.








