O movimento municipalista maranhense demonstrou força e articulação nesta terça-feira (24) e quarta-feira (25) na capital federal. Liderada pela prefeita de Axixá, Roberta Barreto, representando a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), uma robusta comitiva de gestores cumpriu uma agenda intensa nos Três Poderes para evitar um colapso financeiro nas prefeituras.
O foco central da mobilização é barrar as chamadas “pautas-bomba”. Segundo dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM), se aprovadas pelo Congresso Nacional, essas medidas podem gerar um impacto negativo superior a R$ 260 bilhões aos cofres públicos municipais em todo o país.
“Estamos aqui para garantir que a voz dos municípios maranhenses seja ouvida. Nosso objetivo é proteger os recursos que garantem a saúde, a educação e o desenvolvimento na ponta, onde o cidadão vive”, afirmou Roberta Barreto durante reunião na sede da CNM.
A agenda da FAMEM em Brasília foi estratégica e atingiu os pontos:
* No Senado Federal: A comitiva protocolou as demandas municipalistas diretamente no gabinete do presidente Davi Alcolumbre, buscando apoio para frear projetos que oneram as prefeituras.
* Na Câmara dos Deputados: Foi alinhada uma agenda com o presidente Hugo Motta, que recebe os prefeitos maranhenses nesta quarta-feira (25) para discutir o cronograma legislativo.
* No Palácio do Planalto: Os gestores participaram de uma reunião estratégica com a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais). A ministra se comprometeu a levar as pautas ao núcleo do Governo Federal e a preparar o terreno para a Marcha dos Prefeitos, prevista para maio.
União pelo Maranhão
Além de Roberta Barreto (Axixá), a força-tarefa conta com a presença ativa de diversos prefeitos maranhenses, incluindo Sâmia Moreira (Santa Quitéria), Eudes Barros (Raposa), Dr. Alexandre (Pindaré-Mirim), entre outros gestores de cidades como Timon, Matões, Arari e Cantanhede.
A mobilização segue em ritmo acelerado. Para os gestores, a união neste momento é crucial para garantir a governabilidade e a manutenção dos serviços públicos essenciais em 2026.










