Ocorrência envolvendo a disputa pela Mesa Diretora foi registrada nesta segunda-feira (26). Documento policial relata empurrões, soco, lesão corporal e evasão do local do fato por parte do advogado Dr. França.
A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Olinda Nova do Maranhão, referente ao biênio 2027/2028, ganhou um novo e preocupante capítulo na manhã desta segunda-feira, 26 de outubro de 2026.

Por volta das 10h, o advogado Antônio João Lopes França, conhecido como Dr. França, teria comparecido à sede do Legislativo Municipal acompanhado do vereador Beto da Vila União, candidato à presidência da Câmara pela chapa concorrente àquela encabeçada pelo vereador Doca do Sindicato.
O encontro terminou em uma confusão envolvendo agressões verbais e físicas atribuídas ao advogado Dr. França, tendo como vítimas a atual presidente da Câmara, vereadora Francisca de Matos Santos, conhecida como Nena do Sindicato, o advogado Gilberlan Serra Diniz e o vereador Dielison da Pesca. Estavam presentes ainda no local o vereador Doca do Sindicato e a vereadora Edna de Kite.
BOLETIM DE OCORRÊNCIA DETALHA AS AGRESSÕES DENUNCIADAS
Apesar da negativa apresentada por Dr. França, que divulgou uma nota de de esclarecimento, conforme consta abaixo nesta matéria, contestando as acusações de agressão, o Boletim de Ocorrência, registrado pela Polícia Militar do Maranhão, depoimento das vítimas e exame de corpo de delito, dão conta de que foi muito além de uma mera discussão.
Conforme a ocorrência, a guarnição foi acionada para comparecer à Câmara Municipal e, ao chegar ao local, tomou conhecimento de que Dr. França teria empurrado fisicamente a presidente da Casa Legislativa, Nena do Sindicato, desferido um soco no peito do procurador da câmara municipal Dr. Gilberlan, e agredido fisicamente o vereador Dielison da Pesca, conforme consta no exame de corpo de delito.

Os vereadores Doca do Sindicato e Edna de Kite também relataram terem sido alvos de ofensas verbais durante o episódio.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar com as naturezas de lesão corporal dolosa, prevista no artigo 129 do Código Penal, podendo ainda responder por Tentativa de Lesão Corporal, Crime de Desacato a Servidor Público no Exercício da Função e ainda Calúnia.
Dr. França negou as acusações, mas o boletim de ocorrência registrado pela Polícia, as testemunhas, depoimento das vítimas e documentos anexos atestam o contrário.
Outro ponto que chama atenção é o comportamento atribuído ao advogado Dr. França durante a abordagem da Polícia Militar.
De acordo com o boletim, os policiais localizaram e abordaram Dr. França, que negou as acusações. Em seguida, a guarnição deslocou-se com os envolvidos até a Câmara Municipal.
Entretanto, conforme registrado pelos próprios policiais, durante o diálogo entre a guarnição e as vítimas, Dr. França fugiu do local.
O documento acrescenta que, posteriormente, o advogado informou por telefone que não se deslocaria até a Delegacia de Polícia Civil de Viana.
O relato policial, portanto, não se limita às acusações apresentadas pelas vítimas. Também documenta a abordagem realizada pela guarnição e a posterior saída do advogado durante o atendimento, circunstâncias que poderão ser consideradas pelas autoridades responsáveis pela apuração.
NEGATIVA DO ADVOGADO CONTRASTA COM OS RELATOS FORMALIZADOS PELA POLÍCIA
A versão de Dr. França, de que não teria praticado agressões, contrasta com os relatos formalizados no boletim de ocorrência e com a manifestação pública de repúdio divulgada pela presidência da Câmara Municipal.
É importante destacar que o boletim registra oficialmente as acusações apresentadas e as providências adotadas pela guarnição policial.
DISPUTA POLÍTICA NÃO PODE DAR LUGAR À VIOLÊNCIA
O episódio ocorre em meio à disputa pela presidência da Câmara Municipal de Olinda Nova do Maranhão, envolvendo as chapas encabeçadas pelos vereadores Doca do Sindicato e Beto da Vila União.
Independentemente das divergências políticas e dos interesses envolvidos na eleição da Mesa Diretora, o processo democrático deve ser conduzido com respeito à integridade física dos participantes e à liberdade de atuação dos parlamentares.
A ocorrência agora deverá ser examinada pelas autoridades competentes, inclusive quanto às alegações de agressões físicas e verbais e às circunstâncias registradas pela Polícia Militar.
O Boletim de Ocorrência elaborado pelo 36º Batalhão da Polícia Militar do Maranhão, será disponibilizado juntamente com esta publicação.
A reportagem ressalta que os fatos ainda estão sujeitos à apuração.
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